Digno de curiosidade, no mínimo, o fato de palestinos protestarem vestidos como personagens do filme Avatar, campeão de bilheterias neste início de ano.
Curioso, mas perfeitamente compreensível, já que vivemos dias em que a notícia é transmitida em tempo real.
Mas, engana-se quem pensa que a dita globalização é um fenômeno moderno, ao contrário, data do século XVI no período das Grandes Navegações, que expandiu os limites do mapa mundi e internacionalizou o comércio.
Os mares nunca antes navegados foram substituídos pela internet, depois dela nunca foi tão fácil transformar a Palestina em Pandora, mini vestidos em porta de entrada para o mundo da fama e tapa sexo em fantasia de carnaval.
Por Andrea Cardoso
carnaval Carnaval, Globalização, História
Uma escultura que traz elementos católicos, judeus e muçulmanos, exposta em Madri suscitou a ira de líderes religiosos e trouxe à tona o debate sobre a garantia ou não, da liberdade criativa.
A noção de liberdade de criação foi conferida no seio da sociedade cortesão no Século XIII, pelos Bufões ou bobos da Corte. Tinham a função de entreter a monarquia, inclusive eram os únicos que gozavam da liberdade de criticar os soberanos.
A figura do Bobo beirava o grotesco, vestia-se espalhafatosamente e tinha guizos à beira da roupa, para que sua presença não passasse despercebida.
O ideal libertário conquistado, apesar da função de sido extinta no Século XVII, ultrapassou os muros dos castelos e está presente até hoje entre nós na figura do coringa, aquela carta que substitui qualquer outra, de qualquer naipe.
Se o homem é o único animal que ri, usemos o riso a nosso favor.
Por Andrea Cardoso
carnaval Bobos da Corte, Coringa, História